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Cientistas decifram DNA de homem da Groenlandia que viveu há 4 mil anos
Postado em Sábado, fevereiro 13 @ 14:32:51 BRST por cantao |
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Rangel enviou "Bastaram
alguns cabelos conservados no solo gelado da Groenlândia para que as
novas técnicas de sequenciamento permitissem decifrar os segredos do
DNA de um homem que viveu há 4 mil anos, segundo uma pesquisa cujos
resultados foram publicados pela revista "Nature".
O homem,
pertencente à cultura Saqqaq, a primeira conhecida na Groenlândia,
tinha provavelmente a pele morena, os cabelos pretos e uma forte
tendência à calvície, indicou Esle Willerslev, da Universidade de
Copenhague, que dirigiu o estudo.
As análises de seu DNA mostram
que o esquimó pré-histórico, geneticamente adaptado às temperaturas
geladas, corria riscos de sofrer de otites (inflamação no ouvido)
devido à cera muito seca que tinha no ouvido, explicou Willerslev
durante uma audioconferência.
Deste homem, que viveu há 4 mil
anos, os cientistas puderam sequenciar 79% do genoma, graças à
"excelente conservação" do DNA no solo gelado. Seu genoma compreende 3
bilhões de pares de bases.
Cromossomos - A
análise do genoma focou cromossomos contidos no núcleo das células
humanas (incluindo as do cabelo) e a pequena fração do DNA das
mitocôndrias, antigas bactérias convertidas em centrais energéticas de
nossas células.
Os cientistas identificaram mais de 350 mil variações ricas em informação sobre a origem do homem da Groenlândia.
Seu
grupo sanguíneo (A+) e certas características genéticas mostram,
segundo os cientistas, que ele vem de um grupo humano proveniente da
Sibéria há 5.500 anos, 200 gerações antes de seu nascimento.
"As
populações contemporâneas mais próximas às que esse homem está
associado não são na realidade os inuits, nem os groenlandeses e nem os
índios da América, mas sim as populações do nordeste da Sibéria: os
nganassans, koryaks e chukchis", explica Willerslev.
A migração
entre os continentes teria ocorrido há 5.500 anos através do estreito
de Bering ou de barco. "Isso não se sabe, talvez o tenham feito das
duas maneiras", disse o cientista.
O DNA encontrado na
Groenlândia era de boa qualidade; apenas 0,8% pode ter sido
"contaminado" por outro DNA humano mais recente, afirmam os cientistas.
(Fonte: Folha Online) "
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